10 jun 11
Campos do Jordão recebeu a segunda oficina: ‘Competitividade do Destino: Planejamento e Gestão’ dando continuidade às ações do projeto do Ministério do Turismo
Entre 5365 municípios, apenas 115 estão sendo trabalhados com uma
ferramenta do Ministério do Turismo e Sebrae, em parceria com o Instituto Marca
Brasil – que tem como objetivo capacitar atores locais para gestão e planejamento do turismo ampliando os conhecimentos
sobre planejamento estratégico e fortalecimento da Governança e a inter-relação
do destino com a região - aumentando sua Competitividade. Campos do Jordão foi
uma das cidades selecionadas.
Foram dois dias de atividades onde foram explicados os conceitos do
projeto ‘Gestão & Planejamento de Destinos Turísticos’ que está no segundo,
de cinco módulos. O grupo de 17 pessoas formado por membros da iniciativa pública e privada
de Campos do Jordão que estiveram presentes nas manhãs frias de 8 e 9 de junho
no Flat Hotel Home Green Home continham expectativas diversificadas, porém um
receio em comum, a descontinuidade do processo. Para Roselaine Dantas, gestora
executiva do Campos do Jordão e Região Convention & Visitors Bureau o
processo parar ou não, depende acima de tudo de cada um dos presentes. “Comprometimento é o que gera continuidade.
Se cada uma das entidades entenderem seu papel e atuar dentro dele não deixando
nenhum setor descoberto, entendendo que cada peça é uma parte fundamental do
processo desde que atuante dentro do seu espaço, não tem como dar errado.“ –
ressalta.
O ponto de partida para esse planejamento foi uma
pesquisa aplicada pela Fundação Getúlio Vargas que apresentou a análise de 13
dimensões que influenciam a qualidade turística - resultando no Índice de
Competitividade do Turismo Nacional, que é uma análise do destino turístico,
incluindo perspectivas e cenários relacionados à infraestrutura, potencial
turístico, economia, políticas públicas e sustentabilidade, com objetivo de
medir a capacidade atual do destino e seu potencial de desenvolvimento. Esse
índice foi organizado a partir de uma coleta de dados, depois a transformação
dos resultados em um diagnóstico e posteriormente a apresentação dos resultados
em cada destino, a partir de onde serão definidas as ações. ‘O momento é estratégico e
o olhar qualitativo deve ser feito pelo município, que conhece o destino’ –
lembra a consultora Luciane Camilotti, do Instituto Marca Brasil, sobre os
resultados da pesquisa aplicada pela FGV. A função dos atores locais é a de
identificar pontos fortes e fracos e olhar analiticamente propondo ações a
curto, médio e longo prazo em conjunto.
“Turismo é negócio
coletivo, e não dá pra trabalhar em um conceito diferente.” – comenta Márcia
Fillipo, Secretária Adjunta de Turismo de Campos do Jordão. O próximo módulo
será: ‘Competitividade do destino: Empreendedorismo e Gestão de Projetos’. Os
beneficiários do projeto são o trade turístico, a comunidade, lideranças
municipais, região, município e turistas, e a proposta é tornar o destino mais
competitivo.
Competividade em
turismo é definido pelo Estudo do Ministério do Turismo como a 'Capacidade
CRESCENTE de gerar negócios nas atividades econômicas relacionadas com o setor
de turismo, de forma sustentável, proporcionando ao turista uma experiência
positiva'